O Último Romântico

guilherme

 

Sempre vivi atrás de um momento em que eu enxergaria minha própria identidade visual. Saberia que seria uma construção, um passo por vez. Conhecer a ti mesmo neste tipo de trabalho é essencial. Mas como ia ser quando eu entendesse meu próprio ser ?
Olhar para uma fotografia e dizer: “ Esta foto é do Gui “. Sempre pensei nestas coisas. E foi tentando achar meus limites que vez ou outra me perdi.
Porém esse dia chegou. Num bate papo informal com minha noiva, eu a ouvi dizer: “ Com a era do digital, a fotografia perdeu alguns valores, mas você ainda carrega a missão de tentar fazer uma foto com sentimento“.
Foi então que eu percebi que é esse é o real e principal motivo pelo qual as pessoas me procurarem para fotografar! Não é pelo meu equipamento, nem por conhecer boas locações, ou mesmo pelo grande tempo de experiência que tenho. Quem me procura quer esse algo a mais, quer ver poesia nas imagens, querem olhar as fotos e poder sentir tudo novamente!
Me olho no espelho e vejo um cara simples segurando uma câmera com uma 50mm, nada mais. Puro. Sensível. Sem produções gigantescas, sistemas enigmáticos de flashes, mil assistentes, rebatedores e etc. Apenas um cara numa simbiose de uma câmera e uma boa luz. Tento me comunicar com o fotografado de um jeito sutil e intenso.
E é isso mesmo que quero. Ter/ser a elegância do simples.
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Foto: Fred Oliveira
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